quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

QUEM GUARDA O QUE NÃO PRESTA... SEMPRE TEM O QUE PRECISA...


Certa vez em um vilarejo muito pobre, havia uma mulher viúva que acabara de perder o seu marido, o provedor de sua casa, este tinha algumas dividas na cidade, os credores vendo que este havia falecido, mandaram dizer a sua esposa, a viúva, que ela tinha que pagar o que o seu falecido marido os devia, esta lhes disse não tenho com o que pagar, estes os credores, homens insensatos, e sem misericórdia lhes disseram, queremos receber o que o seu falecido marido nos deve, a mulher em desespero não sabia como havia de pagar tais dividas, temia por sua vida e de seus dois filhos, clamou por misericórdia, por compaixão, clamou por suplica, mas parece que de nada adiantava, foi então que o pior aconteceu.

Os credores mandaram um ultimato para a viúva, vendo estes que esta não tinha condições de quitar a divida, lhes disseram, levaremos então seus dois filhos para que se tornem nossos servos (escravos), a viúva entrou num desespero angustiante, pois o que lhe sobrará após a morte de seu marido senão seus únicos dois filhos.

A quem esta pobre viúva poderia recorrer, visto que se emprestasse de uma outra pessoa dinheiro para pagar esta divida, ficaria assim mesmo com uma outra, o que fazer em meio a esta situação angustiante, onde o que de mais precioso no momento seria seus dois filhos, o que fazer então se não há uma outra saída.

Resta então clamar, clamar para a fé, pois alias Deus nos deixou a fé como, não o ultimo escape, mas sim o escape que pode ser a ultima coisa a fazermos, quando nossas fontes e forças venham a se esgotar.

Havia um homem de Deus, profeta, respeitado por ser usado e ousado nas mãos de Deus, este homem foi chamado pela viúva que estava em desespero, que não via uma saída para solucionar o seu problema, e quando o profeta ouve o clamor desesperador da viúva, lhe faz duas perguntas;

Que te hei de fazer?

A primeira pergunta do profeta era; que posso fazer a ti, visto que você não tem como pagar esta divida, pois pela aparência da mulher e sua situação, estava nítido que a situação era complicada.

A segunda pergunta; Dize-me que é o que tens em casa; sempre há uma saída para toda a situação e problema, e às vezes esta naquilo que menos prezamos, a mulher então lhe responde;

Tua serva não tem nada em casa... II Reis 4:2

A viúva usou de toda a sua sinceridade, pois pelo que parece nada de valor esta estava se referindo, visto que seu marido havia morrido e pelo que parece seus utensílios já haviam sido vendidos, pois, aliás, ela precisava cuidar de seus dois filhos, que da a entender que eram mancebos.

Às vezes o maior valor não esta nas coisas que são valorizadas pelos homens, e sim nas que são valorizadas por Deus, então é ai que a viúva se lembra de que ela ainda tinha uma única coisa, lhe restava algo que na verdade, aos olhos humanos não teria um valor tão estimável, e que na verdade não iria fazer muita diferença, pois sendo assim tão pouco não resolveria o seu problema de imediato, mas era o que lhe restava.

Então a mulher pelo impulso do inesperado lhe diz; não tenho nada, senão uma botija de azeite...

O que é uma botija de azeite diante de uma divida que custariam seus dois filhos como escravos, mas era o que a viúva ainda tinha, teria de um a cinco litros de azeite aproximadamente, que sendo vendido, não conseguiria quem sabe pagar os juros da divida.

O profeta de Deus então lhe diz; Vai, pede emprestadas, de todos os teus vizinhos, vasilhas vazias, não poucas. II Reis 4:3

Quero então mudar um pouco o cenário desta historia, quero falar de algo que além da única coisa que se possa ter em mãos, mesmo algo que não se tenha muito valor, como uma botija de azeite, pode-se ter algo com um valor ainda menor, quem sabe algo que esteja até mesmo empoeirado, com teias de aranha no seu interior, algo que por varias vezes já se foi desprezado, deixado de lado e porque até mesmo não dispensado, jogado de um lado para o outro, mudado de lugar diversas vezes, e que achamos que as vezes esta só atrapalhando, algo que achamos que nunca iremos precisar, jogado num canto ou num porão.

Quero falar das vasilhas vazias que o profeta pediu para a viúva arrumar, as vazias seriam vasos de barro, de diversos tipos, aspectos e tamanhos, vasos quem sabe que já foram usados e agora estão à mercê do descaso, porque aos olhos humanos estão velhos e desgastados, quem sabe até mesmo trincados (feridos), vasos empoeirados, deixados de lado, vasos que tiveram o seu momento e foram dispensados, porque alguém achou que não seriam mais uteis, que não serviriam mais, mas quem dentre os humanos é tão sábio e onisciente para saber o que tem valor ou não, aquele dito que o que não serve para mim e para você pode um dia servir para alguém.

E foi o que realmente aconteceu, quantas casas não havia vasos guardados e até mesmo esquecidos que só foram lembrados quando alguém os solicitou, no caso da viúva que estava precisando e que não eram poucas as vasilhas, pois para saldar a sua divida era preciso armazenar muito azeite.

Uma coisa me chama a atenção nesta historia e que com certeza nos servirá de alerta, as coisas mais velhas, as pessoas e até mesmo os vasos (vasilhas) neste caso sempre são deixados de lado por serem velhos, e por pensarmos que são dispensáveis por estarem desgastados, acabamos deixando-os de lado, se preocupando sempre em usarmos o mais novo, e acabamos nos esquecendo de que o que não serve para nós poderá um dia servir para alguém.

A viúva saiu pela vizinhança emprestando o maior número de vasilhas possíveis, o que seus vizinhos tivessem para lhe emprestar, encheu a sua casa de vasilhas e ela então começou a derramar o azeite conforme o homem de Deus havia falado, seus filhos lhes traziam vasilhas, umas após as outras, as cheias ela ia colocando de lado, e seus filhos lhes traziam outras, até a ultima vasilha ser cheia, quando seu filho lhe disse não ter mais vasilhas o azeite parou.
Interessante, quando acabou as vasilhas acabou o azeite, o que tinha mais valor, o azeite ou as vasilhas...

Nenhum, nem outro, pois os dois dependiam de ambos, o azeite dependia de ser multiplicado por causa das vasilhas e as vasilhas dependiam de serem ocupadas e retiradas de suas situações inertes por causa do azeite, pois quanto mais vasilhas, mais azeite, e quanto mais azeite mais vasilhas, o valor estimável de algo só se é dado no momento em que precisamos por isso eu digo que;

QUEM GUARDA O QUE NÃO PRESTA... SEMPRE TEM O QUE PRECISA...

A viúva foi e vendeu o azeite, e pagou toda a sua dívida; e ela e seus filhos viveram do resto. II Reis 4:7

A viúva nunca pensou que daquela botija de azeite, ela fosse ficar 
milionária, assim como também as pessoas que guardavam o que não prestava, no caso das vasilhas, nunca poderiam pensar que seus utensílios serviriam para abençoar alguém, isto nos ensina a nunca menosprezarmos nada, pois o que para nós pode não ter muito valor ou até mesmo valor algum, para Deus nada é indispensável, seja como for, em qualquer situação e ocasião... 
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