quarta-feira, 3 de julho de 2013

QUERENDO PARA OS OUTROS, AQUILO QUE É PARA SI MESMO...


Quem já não leu uma frase, ou ouviu alguém falar algo e até mesmo aquele sermão que o pregador fez na Igreja e já não pensou? Fulano precisava estar aqui para ouvir isto! Muito comum ouvir isto entre os familiares, onde a esposa fala do marido e vise-versa, e os pais falam dos filhos e vise-versa.

Quem já não atribuiu acontecimentos alheios a outros, quem já não pensou que isto serviria como uma luva para esta ou aquela pessoa? Salvo aqueles que acham que somente os outros estão errados, e que não precisam ouvir nada, porque já pensam saber tudo, e muito menos precisam ser tocados por algo, o restante das pessoas são merecedores de repreensão, na opinião destes que acham que tudo serve somente para os outros e não para si mesmo.

Com certeza esta porcentagem dos que precisam ser repreendidos, daqueles a serem chamados a atenção, e daqueles que, isto serviria para esta ou aquela pessoa é de ser a maioria, porque a minoria, ou seja, o “EU’, sempre acha estar certo e não sente que precisaria estar ouvindo ou vendo isto ou aquilo.

Por natureza humana temos algumas dificuldades natas em nossas vidas que transparecem através das nossas atitudes, dois exemplos bem simples são; a dificuldade de perdoar e de pedirmos perdão, sem contar o nosso achismo, a nossa capacidade intelectual de acharmos a estar acima dos demais, a questão de falarmos assuntos que não temos o conhecimento devido, algumas invenções a mais no meio de uma historia, bom enfim, é tantas coisas que se fossemos citá-las iríamos falar sobre tantos assuntos que poderiam não nos dizer respeito no momento, é claro, não se esquecendo daqueles que acham que isto também não serviu para eles, pois pertencem à outra classe e também estão em outro nível, mas enfim então que isto sirva para nós, que podemos também achar que tudo isso não passa de um exagero.

Falando neste assunto do que “EU” acho servir para os outros e não para “EU”, nas redes sociais isto é bem corriqueiro, pois as redes são canais abertos onde as pessoas se utilizam de meios para postarem fotos, mensagens, palavras, expressarem o que sentem pessoalmente, ou o que acham, para fazerem declarações de amor, curtir, comentar, compartilhar, bisbilhotar a vida alheia, criticar as pessoas, darem uma cutucada num e outro, nos dois sentidos é claro, colocando palavras abreviadas, escrevendo com sinais, grifando ou escrevendo em letras garrafais, destacando as palavras que julgam não estarem de acordo e assim por diante se estendem os diversos tipos de manifestações, sejam elas a favor ou contra.

Alguns quando se acham no direito de fazer uma critica, que para mim não existe construtiva e nem destrutiva, critica é uma apreciação minuciosa e desfavorável, onde se julga o mérito de se estar fazendo algo, seja por palavras ou atitudes; fazendo-se assim um julgamento fundamentado nos critérios de sua opinião, em que; se estará tratando de algo no que se diz respeito, podemos sim fazer uma critica e senão uma autocrítica, que seria algo que estaria bem acima de apenas criticar, pois o foco da autocrítica é verificar os eventuais erros, mas sendo critica ou autocrítica o que quero frisar é que quando alguém se da ao luxo de se fazer critico, o mesmo assina como anônimo, isto quer dizer que, não esta disposto a ser descoberto, ou se acha no direito de criticar porque é o maioral da historia, pois quero dizer que, se fosse o bambambã não se esconderia e sim se revelaria.

Agora, o caso de quando se lê algo, e não se esta concordando com o que estava escrito, é uma coisa, outra é quando se vem colocando palavras entre aspas ou fazendo delas um destaque, frisando bem a dar a entender que não concorda, dando a sua própria opinião, com certeza o fato de discordar não está errado, errado esta em querer fazer isto como uma forma de dizer entre “aspas” que estaria devolvendo a carapuça a quem escreveu, pois antes dela voltar para o autor serviu primeiro no co-autor, e o mais sensato não seria querer devolver, ou dar o troco entre “aspas”, e sim opinar o que se pensa, falar o que se acha, e escrever o que se deve, mas como já foi dito, este gostinho de vingança faz parte da nossa natureza humana e carnal, salvo é claro e evidentemente aqueles que são espirituais, e que com certeza ignoram tais fatos, pois se sentem inatingíveis.

Esta questão de querer que algo sirva para este ou aquele e nunca para “EU”, ou porque que fulano não está na Igreja hoje, ele precisava ouvir isto, ou porque que... não veio assistir a esta palestra, tenho a certeza que iria lhe ser útil, minha pergunta é, será que isto era mesmo para o fulano? Será que não era para eu mesmo? Será que “EU” sou o único que não preciso, somente os outros? Minha conclusão é que nada acontece por acaso, ou o acaso de todas as coisas, deixaria de ser o caso de que tudo tem um propósito, um objetivo e um significado e que realmente nada acontece por um acaso, todas as coisas desta vida servem para todos os que têm vida própria, sejam humanos ou animais, “racionais ou irracionais”, pois o bem prazer de todas as coisas é para todos, infelizmente alguns desfrutam mais que outros, e alguns são menos favorecidos, alguns são desprovidos, alguns são dispensados e ignorados, mas isto não quer dizer que são menores ou piores que qualquer outro ser vivente, esta se-pa-ra-ção quem faz somos nós, os humanos que achamos que os outros precisam de tais coisas e não “EU”...

Seria hipocrisia de alguém dizer como alguns até ousam falar, que não precisam de nada, que se acham auto-suficientes, que apontam o dedo a esmo a quem acham que podem e também acham que devem, devemos sim respeitar o próximo, respeitar aquele que esta com o direito de escrever ou falar, até mesmo que não estejamos de acordo, temos também o direito de nos manifestar sim, pacificamente, com o nosso rosto descoberto, porque quem cobre o rosto não quer ser flagrado, do mesmo modo como aquele que se declara anônimo, que não quer ser identificado, usa as “aspas”, as letras garrafais, os panos, as mascaras para se ocultar, ou para cutucar, quando não para danificar o que outros construíram ou fizeram, mas enfim que tudo sirva primeiramente para eu como exemplo, sendo bom ou ruim, critico ou autocrítico, que sirva para crescermos, nos unirmos, nos identificarmos uns para com os outros, e que não sirva como uma arma para ferirmos o nosso semelhante, principalmente se não estivermos dispostos a sermos identificados, pois quem decide andar em oculto vive nas trevas e não na luz...


Que não sejamos sanguessugas do sangue (vida) dos outros, querendo nos aproveitar, ou até mesmo tirar proveito, querendo sempre levar vantagem em tudo, nos beneficiar por intermédio da necessidade alheia, pensando somente em “EU” ou que venha a “MIM”, as coisas boas, as benéficas, as que satisfazem e dão prazer, as que me fazem sentir bem, aquelas que “EU” quero e desejo, precisamos ter muito cuidado com um mal chamado GANÂNCIA, e com um sentimento chamado AMBIÇÃO, pois estas foram algumas atitudes que derrubaram e macularam a vida de grandes nomes, sem contar com aquelas que desejam que nada de certo para o seu semelhante, torcem para que fulano se estrepe e por fim são capazes de tirar a vida de pessoas inocentes, sempre pensando em si próprios, ou seja, no egocentrismo do “EU”...
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