domingo, 2 de setembro de 2012

O CORAÇÃO E A MÃO...



O coração representa o caráter...
A mão representa a habilidade...                                        
O coração simboliza o sentimento...
A mão simboliza a força...            

Do coração basta a sinceridade...
Da mão a honestidade...

Quem já não esteve com o coração na mão... 
Quem já não colocou a mão no coração...

Agir com o coração significa emoção...
Agir com a mão significa razão...                                                 

Do coração podemos ter o amor...
Da mão podemos ter a dor...

A mão pode bater... O coração pode afagar...                              
O coração pode dizer sim... A mão pode dizer não...
A mão que se estende... O coração que se encolhe...                            
O coração que chora...A mão que acolhe...
mão que recepciona... E o coração que se alegra...
O coração pode sentir... A mão pode executar... 
A mão pode ser dura... Mas o coração pode ser mole...

Com a mão pode-se construir o que esta no coração...

O coração e a mão é parte de uma historia onde podemos aprender várias ou até mesmo muitas coisas, dois órgãos superimportantes em nossas vidas que nos ensinarão a demonstrarmos realmente o que significa sentir e fazer, para isto veremos a historia de um jovem que foi chamado para servir a Deus, “Jeú”, e o outro por ser seu amigo e irmão intimo foi convidado para ser participante deste serviço, “Jonadabe”, com isto um iria demonstrar o sincero sentimento do seu coração e a habilidade das suas mãos e o outro iria aprender o verdadeiro significado de ser zeloso e de temer a Deus.

Jonadabe vai de encontro ao seu amigo Jeú, e quando estes se encontram Jeú lhe faz uma pergunta;

O teu coração é sincero para comigo, como o meu o é para contigo... 

Estas foram às sabias palavras de Jeú para o seu amigo Jonadabe, pois este queria saber se o seu amigo tinha o mesmo sentimento, se era um sentimento mutuo, sincero, fraterno, se este sentimento era digno de confiança, para poder então, este, estar ao seu lado, e para poderem andar juntos, o andar juntos não significaria que estariam simplesmente uma ao lado do outro, mas ambos estariam imbuídos na missão a qual Deus designou a Jeú, missão esta que Jonadabe faria parte não como um simples expectador, mas como testemunhador da mais plena vontade de Deus a favor do seu povo... "ISRAEL"



Jonadabe responde: É. Então, se é, disse Jeú, da-me a tua mão.

Jeú estendeu a sua mão para o seu amigo acreditando na sinceridade do seu coração, estendeu a sua mão para fazê-lo ver do que ele era capaz, estendeu a sua mão, pois o zelo que estava em seu coração não conseguia mais ficar trancafiado, Jeú precisava ter alguém ao seu lado de confiança, Jeú precisava compartilhar os seus sentimentos. 

Jonadabe deu a sua mão a Jeú: Este ato de dar a sua mão também demonstra a confiança deste para com Jeú, o seu amigo, demonstra a disponibilidade de poder estar junto, não para ser simplesmente um expectador, mas um companheiro, arriscando e confiando a sua vida nas mãos de alguém que estava com muita saga, com muita sede de justiça, aceitar o estender da mão também demonstra parcialidade mútua, o estender e o pegar das mãos entre Jeú e Jonadabe nos ensina a dizermos uns para com os outros, "pode contar comigo".
  
E Jeú fê-lo subir consigo ao carro: 

Fazer Jonadabe subir consigo em seu carro não era apenas um ato simples e comum, Jeú não estava levando Jonadabe para um passeio, estava levando-o para uma missão, estava levando-o para presenciar, para testificar e para testemunhar o que ele iria fazer em prol do Senhor, e da sua vontade, que era exterminar de vez com os depravadores e deturpadores da plena vontade de Deus em Israel, “Jezabel e Acabe”... 

Vem comigo, e vê o meu zelo para com o Senhor; 

Zelo; é cuidado, é dedicação, é presteza, é vontade de executar algo da melhor maneira, executar da melhor forma, executar com excelência, Jeú tinha uma missão, e precisava cumprir com a sua obrigação, por esta razão, convidou o seu amigo para presenciar ao seu lado o que estava prestes a fazer.

E fê-lo sentar consigo no carro. 

Jeú podia fazer Jonadabe viajar consigo no seu carro em pé, mas este faz questão de faze-lo assentar-se ao seu lado, este ato representa a cortesia do rei Jeú para com o seu amigo, representa a cordialidade de um nobre, representa a simplicidade de um homem, que mesmo sendo rei não deixou de ser o que era, amigo e irmão. 
II Reis 10:15, 16 

Esta historia nos ensina várias coisas, mas uma das que gostaria de destacar foi quando Jonadabe soube que o seu amigo havia se tornado rei sobre Israel, a intenção de Jonadabe não tinha interesses próprios, Jonadabe não estava buscando a Jeú por querer algo em troca, este vai de encontro ao seu amigo por consideração, para parabeniza-lo pelo feito conquistado, e quando chega diante do seu amigo é recebido com a cordialidade de um nobre e a simplicidade de um homem de Deus.



Deus criou todas as coisas com o som da sua boca, o homem o fez com as dádivas das suas mãos, Deus tinha tudo em seu coração, almejado, planejado, realizado, Deus fez todas as coisas para o homem, e não o homem para todas as coisas, Deus amou o homem de tal maneira, que até os dias de hoje este não consegue entender, imensurável amor, difícil de explicar, de decifrar, até mesmo de questionar, colocou-o no mundo para aprender a viver, para poder compartilhar, para poder ajudar, deu-lhe um coração, mas também lhe deu uma mão, pode ser usado com amor, mas também com a dor, a boca fala do que esta no coração, e o coração expressa a sua vontade com as mãos, quem tem as mãos limpas, consegue ter um coração puro, e quem tem um coração pronto a obedecer, usara as suas mãos para servir a Deus e ao próximo...

Fazer as coisas com amor, não é obrigação... E sim um dever de cada um...

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