terça-feira, 19 de agosto de 2014

O ACASO NÃO É O CASO DE TODAS AS COISAS...


É muito comum vermos as pessoas falando e comentando as coisas da vida, fatos que acontecem por casos ou acasos, muitas destas vezes os casos são trocados pelos acasos e vice-versa.

A interpretação do que é para o que pode ser é separada por uma lacuna, onde muitas das vezes preenchemos por inverdades, preenchemos por conceitos próprios, onde interpretamos e ditamos como se deve ser, usamos nossas próprias ideologias para justificarmos daquilo que queremos tirar proveito, daquilo que queremos ser beneficiados, daquilo que queremos fazer transparecer o que realmente esta longe do que devemos ser, querendo sempre o regozijo próprio.

Os casos são fatos que podem acontecer através de uma eventualidade ou de uma hipótese, ou seja, tais fatos são voluntários, acontecem porque acontecem, já os acasos são acontecimentos, que são incertos e improváveis, imprevistos ou casuais, podem dar certos como também errados, estes são na maioria das vezes involuntários, os casos são contraditórios aos acasos, mas tudo é passivo de interpretação, o que não se pode fazer é não querer entender os princípios que ambos obedecem na natureza dos acontecimentos da vida, pois se assim não entendermos corremos o grande risco de nos tornarmos egoístas, senão hipócritas.

Esta interpretação errada tem feito com que muitas pessoas tenham um comportamento totalmente medíocre, por não quererem encarar a verdade, preferem se aproveitar ou tirar proveito à custa de outros, muitos agem como se a vida fosse pessoal e única, como se nunca na vida fossem passar por dificuldades, problemas ou coisas parecidas do gênero, muitos acreditam conseguir viver na independência de tudo, isolados na solidão hipócrita de um pensamento egoísta, onde acham não precisar depender de nada e ninguém, muitos se acham serem o centro das atenções ou senão pensam ser, como também muitos não somente acham como também querem ser o centro, fazem coisas para chamar a atenção ou para se aparecer, o EU se torna o ápice do seu discurso, eu fiz, faço, eu sou, eu posso, eu, eu e eu mesmo, o eu se torna o mais principal em sua vida, substituindo aquilo que pode ser feito por nós, e no final o interesse esta em ser o único em se dar bem.

Uma das coisas muito comum entre o caso e o acaso é a questão da interpretação, porque quando olhamos para quem esta a nossa frente, também se esquecemos de quem esta vindo atrás de nós, se esquecemos de que todos somos iguais e dependemos uns dos outros, alias este é o fato de vivermos neste mundo, vivemos para podermos aprender a viver em comunidade e não em bandos.

Um exemplo de fato é que o acaso como sendo algo imprevisível, improvável que pode ou não acontecer, depende das circunstâncias, ou até mesmo de quem esta associado ao fato, totalmente inverso do caso que é algo consolidado, algo concreto, algo provável, precisamos entender então que tais acontecimentos podem nos beneficiar ou nos prejudicar como também beneficiar outros ou prejudica-los.

Muitas das vezes nem tudo o que parece ser é o que realmente imaginamos, e um bom exemplo disso esta em; Estou andando pela rua e de repente encontro uma nota, um valor irrisório, R$ 50,00, que maravilha, Deus sabe como estava precisando deste dinheiro, o caso é que eu o achei, de fato é que não tem dono até então, mas de que importa isto, o que importa é que EU fui abençoado por encontra-lo, que alegria, lembremos que isto é somente um exemplo, como também poderia ser uma carteira com muito mais, uma folha de cheque preenchida e não nominal, um aparelho de telefone celular, uma bolsa, um troco errado na hora de uma compra, ou qualquer outra coisa que se tenha um valor para mim ou não, no caso do dinheiro, o acaso é que EU não sei a quem pertence, para minha justificativa pessoal EU o encontrei, e isto é um fato, não esta errado e não vejo problema algum nisto, esta é a minha concepção hipócrita, mas agora vamos para a real, de como este dinheiro apareceu ali, qual seria a minha interpretação para isto, uma delas seria a qual já foi citada, só Deus sabia o quanto necessitava deste dinheiro, então foi ele, Deus, quem fez aparecer este dinheiro ali.

Só que não, não foi Deus, alguém perdeu, alguém derrubou, por descuido você o encontrou, e alguém INFELIZMENTE ficou no prejuízo, mas você poderia me dizer de como eu teria tanta certeza nisto, certeza eu não tenho, é apenas uma hipótese, uma subjeção, porque se alguém quisesse que alguém o encontrasse, ou tivesse a intenção de dar a alguém com certeza escolheria a quem poderia dar, a necessidade se associou ao acaso do acontecido e como geralmente sempre precisamos de algo, automaticamente tomamos posse muitas vezes daquilo que não nos pertence e achamos que é benção quando muitas das vezes não é.

Neste caso alguém ficou no prejuízo e ai poderíamos dizer, mas EU fiquei no lucro, só que não, se EU pensar em mim mesmo poderei até achar que sim, mas se eu pensar no próximo vou entender que não, como da mesma forma suponhamos que quem perdeu este dinheiro foi eu ou você, qual seria então o nosso sentimento, qual seria então os nossos pensamentos, estou precisando e ainda perco, quem sabe a pessoa da qual perdeu também estivesse na mesma condição, senão pior ainda, mais necessitada, quem sabe era o único dinheiro que esta tinha como posse e perdendo deixou de suprir as suas necessidades senão de sua família, entendo ser isto uma situação difícil, complicada, não muito simples de se resolver, pois não tem como sabermos quem a perdeu senão nos depararmos com o próprio dono que esta a sua procura, estou falando no caso do dinheiro, porque nos outros citados como; a carteira, o celular, a bolsa ou qualquer outro pertence, bom é entendermos que o que nos pertence são as coisas que adquirimos honestamente, aquilo que compramos e pagamos, porque aquilo que não nos custou nada provavelmente deve ter custado a alguém e muitas vezes custado muito caro, com muito suor e sacrifício, então bom é sabermos que tudo nesta vida tem dono, e não existe um ser dono de tudo senão aquele que criou todas as coisas, no nosso caso, cada um de nós temos aquilo que adquirimos, pois o que achamos identificado ou não, pertence a alguém, se sabemos a quem pertence podemos ajudar devolvendo, senão sabemos poderíamos deixar no mesmo lugar em que se foi perdido, pois se no caso o verdadeiro dono estivesse a procura pudesse encontrar, mas infelizmente as coisas não são assim e estão muito longe de ser como realmente deveriam ser, pois nós achamos que o acaso das coisas são o caso de todas as coisas, quando na verdade não são, acredito ser este um teste de Deus para observar a nossa honestidade, pois se conseguirmos ser no pouco, a promessa de Deus é de nos conceder o muito, e eis a razão de não desfrutarmos daquilo que nos foi prometido, pois trocamos o acaso pelo caso, porque queremos comer o fruto e não plantarmos as sementes...
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