terça-feira, 30 de junho de 2015

O MEU EU... O MEU EGO... E EU MESMO...

Quando o assunto o qual se trata, é o de se falar de si mesmo, tal assunto se torna um pouco complicado, porque ninguém se acha errado, ninguém se acha o mau, ninguém se acha presunçoso, ninguém se acha desqualificado, ninguém se acha ser o pior ou qualquer coisa que não seja reconhecido por si próprio, como o melhor ou o mais perfeito dentre tantos, mas quando alguém vai ao contrario de tudo isso, criticando ou questionando certas palavras, no caso de se tornar contra é claro, a própria pessoa que se acha ser a top, e esta se sente ofendida, pronto, à guerra esta armada, pois, ninguém que não tenha reconhecimento de humildade ira aceitar afrontas contra si.
Existem três fases importantes na vida humana referente ao “EU”, três aspectos que diferenciam a pessoa dela mesmo; fazendo-a agir de maneiras diferentes, muitas vezes irreconhecíveis em razão do seu aspecto natural...
A primeira é o “MEU EU”, a fase onde a pessoa se acha, onde a pessoa se admira, ou admira o que faz, traduzindo se gaba de certas coisas que deram um bom resultado em sua vida, e através da sua vida como também na vida de outros, isto pode ser representado por um simples ato de brincadeira como também em um ar sarcástico, com um fundo de falsidade, e como também se achando ser o melhor diante dos outros, isto pode ser representado pelas palavras isoladas do eu posso, eu faço, eu consigo, eu sou o melhor, fui eu, se não fosse eu, se não era eu, ainda bem que eu, ou melhor, o eu sempre estará ligado da expressão do “MEU”, onde a expressão é a mesma do porque é MEU ou porque EU uso a expressão sempre voltada para o “MEU EU”, esta expressão onde o centro sou “EU”, ou onde o “EU” tende a aparecer com certa freqüência, e em meio às palavras o “MEU EU” é o melhor “EU” dentre todos, não estou falando algo sobre se desvalorizar pessoalmente, e sim de se dar um alto valor desnecessariamente, onde o “EU” possa estar sendo o centro de todas as coisas, principalmente das demais pessoas ao “MEU” redor, porque o “MEU EU” segundo a minha concepção precisa aparecer, precisa estar acima e se impor, todos precisam ver que o “Eu” esta em evidência, principalmente quando “EU” faço algo com a mão direita e a esquerda precisa ficar sabendo, ou senão “EU” faço questão de anunciar aos quatro cantos da terra, para que todos possam ver que fui “EU” quem fez isto, então “EU” tenho que valorizar e destacar o “MEU EU”, porque “EU” sou diferente dentre todos, eu sou “EU” e o resto é resto...
A segunda é o “MEU EGO”, estar satisfeito com algo que se faz é muito bom, se satisfazer por poder fazer algo da melhor forma possível é muito bom, se valorizar, fazer por merecer é recompensador, saber fazer e sempre procurar fazer o melhor é satisfatório, mas, o problema do “MEU EGO” não esta relacionado a isso, e sim em estar se gabando, de se estar desmerecendo os outros, desmerecer o que os outros fazem ou o que até mesmo são, criticar, não que isso, a critica, não possa e não deva ser feito, mas sempre criticar, somente criticar, só criticar, colocando somente defeitos no que os outros fazem, se achando ser o melhor entre todos, se achar ser o maioral, expor-se por si mesmo como sendo o tal, achar que ninguém mais presta, que ninguém sabe, que ninguém é ninguém neste mundo de ninguém, para tal seria melhor viver só, pois o seu “EGO” o qual faz de si se achar o melhor dentre todos que habitam ao “MEU” redor, e que o “MEU” auto-ego não precisa de nada e ninguém, porque julga ser o bom, julga ser o maioral, julga ser o tal, e precisa estar alimentando o “MEU EGO” com fabulas inventadas por si próprio, ou senão precisa que outros alimentem o seu “EGO”, pois precisa e vive de elogios, de palavras eloqüentes, pois procura a tais que assim o façam, procura ser o centro das atenções, ou senão as atenções do centro, pois, quando não o vêem, este se faz ser visto ou notado por todos, seu “EGO” necessita de mesquinharias, necessita de falsidades e mentiras, ilusões e atenções, ser ou se achar, na sua medíocre concepção o melhor faz parte daquilo que o seu “EGO” quer, ou seja quer aparecer, ser notado por todos e dentre todos, pois se assim não o for se torna inútil e a tendência das coisas é entrar em um estado deprimido e solitário, fechando-se para o mundo e para tudo o que nele há.
A parte mais difícil destas três características com certeza é esta, “EU MESMO”, ser o que realmente se é, não é para qualquer um, pois, a verdade de ser na integra o que realmente se é, se torna a parte mais difícil de toda a nossa realidade, há alguém que ouse dizer; “EU” sou o que “EU SOU”, sou assim mesmo, quem quiser goste, quem não quiser vai para PQP (padaria querer pão), não estou nem ai, não me importo etc e tal, só que este não é o caso, de ser, o caso é de realmente, verdadeiramente, honestamente, sinceramente “SER”, na integra, sem churu-melas, sem meio-termo, sem rodeios, o qual digamos-se que esta é a parte mais difícil ou senão impossível de se realmente ser, porque para isto precisa-se ser verdadeiro, e que eu saiba ninguém consegue ser 100% tal, por mais que nos esforcemos, por mais que queiramos, por mais que digamos, é impossível sermos verdadeiros na integra, e aliás, falar é uma coisa e fazer e ser é outra totalmente diferente.

Ser “EU MESMO” significa ser a pessoa na integra de tudo, ser o que realmente ela é, uma das maiores qualidades desta pessoa é reconhecer o que se é verdadeiramente, saber reconhecer seus erros, demonstrar sua humildade, saber que não é e não pode se comportar ao contrario daquilo que é verdade, faz desta pessoa integra, mas digamos é difícil ser transparente em tudo, é difícil transparecer-se diante das pessoas, é difícil fazer algo sem ofender e errar, ninguém é perfeito, mas o quanto mais perto de tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, e se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai, isto é o que nos ensina a mais pura verdade de todas as coisas expressadas pela palavra de Deus, pois ela é a única ferramenta que quer nos ensinar e a praticar tudo aquilo que é verdadeiro,quanto mais próximo estivermos desta verdade, mais teremos condições de sermos verdadeiros e com certeza seremos cada vez mais nós mesmos, porque o “EU” será algo do passado e não jamais do presente...
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