terça-feira, 18 de junho de 2013

A HISTÓRIA QUE JESUS NÃO CONTOU...


Certa vez um homem ia pelo caminho, de uma cidade a outra, e vieram alguns homens maus, salteadores, ladrões, se lançaram contra este homem lhe despojando seus pertences, lhe espancaram, deixando-o em um estado bem precário, desfalecido e meio morto, depois de o agredirem foram embora.
Por acaso também estava descendo por aquele caminho, outro homem, da mesma semelhança, humano, este vendo-o de longe colocou em pratica o que havia aprendido através de suas crenças, e lhe disse; creia em Deus, acredite nele, clame por ele, clame mais alto que Deus vai te tirar dessa, este homem cheio de fé, conhecido pela sociedade como religioso, um homem crente, vestido de crente (essa eu ouvi através de uma pregação outro dia, onde o pregador disse que; quando ele se olha no espelho ele se vê vestido de crente, espero que não esteja se referindo em estar vestido de terno e gravata, porque senão em Brasília só tem crente, e também espero não estar se referindo na marca do terno; Armani, Hugo Boss, Louis Vuitton, Christian Dior, Tommy Hilfiger e outros), na sua denominação o chamavam de irmão, aclamado como filho de Deus, abençoado, homem de Deus, este cheio de fé faz uma oração pelo homem que estava meio morto e foi embora, seguindo o seu próprio caminho.
E ocasionalmente também descia por aquele caminho um homem cheio de considerações, este vendo o homem ferido, ensanguentado  quase morto, até pensou em ajudá-lo, mas devido a sua posição eclesiástica, por estar vestido de crente e ser um pastor respeitado, um evangelista preconizado, mestre considerado, apostolo renomado, vários eram os títulos que passaram pelo seu ministério, como; sacerdote, bispo, diácono, cooperador, patriarca, pai de multidões, presbítero (padre), pregador, missionário, obreiro, líder de excelência, sênior, padre (pai), papa (chefe), arcebispo, atalaia, homem e líder espiritual, este por causa de uma lei mal interpretada, e também por causa de uma doutrina baseada em costumes humanos, que ensinava que este deveria estar separado de toda e qualquer tipo de coisa imunda, não podia tocar, não podia se pronunciar, pois os ensinamentos que recebera eram cheios de conceitos humanos, interpretações que deturpavam a verdade, e que o impediam de poder salvar o necessitado, este homem também fez os seus rituais, suas preces e orações e passou de largo, ou seja, fez de conta que não viu ou se desviou.
Descia então outro homem, este estava animado, cantarolava uma canção que parecia mais com o coral dos anjos louvando a Deus, aquela voz uníssono, num só tom, este vendo o homem naquele estado e situação, encheu o seu coração de pena, se comoveu, mas, também como os demais, ensinado pelas mesmas doutrinas e conceitos da época, formado na mesma escola de uma nota só, nada poderia fazer, pois havia sobre ele uma lei, interpretada pelos homens cheios de religião, e ele não poderia desobedecer para que não caísse em maldição, a sua posição clériga de maestro, músico, levita e adorador o impossibilitava de poder ajudar o homem que estava esvaindo-se em vida, não por causa de sua função e sim pelo ensinamento concebido, e este também como o anterior, passou de largo.
Mas um homem denominado por tantos religiosos da época, que o chamavam de ímpio, incrédulo, filho das trevas, bastardo, impuro, inimigo de Deus, este ia de viajem, se achegou aos pés daquele homem, e vendo-o naquele estado se moveu de intima compaixão, aproximando-se deste homem ferido, atou-lhe as feridas, deitando-lhes azeite (unção) e vinho (renovo), colocou-o sobre a cavalgadura do seu cavalo e o levou para um lugar seguro, partindo então daquele lugar antes disse ao hospedeiro; Cuida dele; e tudo o mais que gastar eu to pagarei quando voltar...

Com toda certeza esta não seria a historia que Jesus contaria, cheia de invenções, com palavras ludibriadas, com setas apontadas para todos os lados, inclusive para o próprio autor, com certeza esta não é a historia que Jesus deixou de contar, e nem muito menos a que ele propriamente queria contar, assim como nos contou a parábola do bom samaritano, que, diga-se de passagem, muito bem contada; mas vejo aqui uma das coisas que Cristo nos deixou, a livre interpretação desta parábola, pois naquela época ela seria contada daquele modo, já nos dias de hoje, eu já não posso dizer a mesma coisa, então a interpretação que vejo mais propriamente para o assunto é esta, que os samaritanos nos ensinem a sermos compassivos, socorredores das necessidades do próximo, que nos ensinem a amar, a sentir e a servir, pois todas estas coisas fazem parte do grande mandamento, AMAR, amar a Deus acima de todas as coisas, e seguido deste vem, amar ao nosso próximo como a nós mesmos...
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